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domingo, 28 de junho de 2009

Reflexão sobre Estudo de Caso

Meu estudo de caso feito com uma aluna com Síndrome de Down foi bem esclarecedor para minhas dúvidas, ansiedade e receio de trabalhar com alunos com necessidades especiais. Percebo que não se pode aceitar que uma criança com deficiência seja simplesmente colocada no mesmo espaço que as demais, sem que a escola se preocupe em atender suas necessidades educacionais especiais. Ao mesmo tempo em que frequentam a classe comum, os alunos têm direito a um apoio pedagógico especializado, em outro horário. Têm direito, também, aos recursos materiais e pedagógicos para facilitar e garantir o aprendizado do currículo escolar. A menina que acompanhei tem somente dois anos, mas para ela é muito importante o convívio com outras crianças, enfim a socialização. O conceito de deficiência não pode ser confundido com o de incapacidade, cada sujeito tem o seu ritmo próprio de aprendizagem. É importante que a escola respeite cada criança, com seu jeito próprio de aprender e seus interesses. Uma escola, com um único método e objetivos únicos para todos os alunos está mais que ultrapassada. Adequar o processo de ensino às necessidades dos alunos é um importante fator para o sucesso da aprendizagem. Nenhum método de ensino dá conta, por si só, da variedade de experiências e comportamentos dos alunos.
Nas classes onde os trabalhos são feitos em grupo, onde os alunos colaboram uns com os outros para a construção do conhecimento, as aulas tornam-se mais interessantes, com mais possibilidades de garantir o sucesso da aprendizagem de todos os alunos.
Incluir um aluno é oportunizar com que ele se torne atuante em sala de aula bem como fazer com que toda a turma aprenda com as diferenças. Nesta situação o professor tem um papel fundamental no processo de aprendizagem. A inclusão escolar deve ser a oportunidade para que de fato a criança com deficiência não esteja à parte, realizando atividades meramente condicionadas e sem sentido. No meu caso, na educação infantil, no processo de desenvolvimento, uma das coisas que diferencia um bebê com deficiência de outro, é que ele, pela impossibilidade de deslocar-se para explorar espontânea e naturalmente o meio, passa a ter privações de experiências sensoriais. Justifica-se, então, a importância da intervenção em estimulação precoce dessa criança, favorecendo com que ela tenha uma relação rica com o outro e com o meio.
“A educação infantil, proposta nos espaços da creche e pré-escola, possibilitará que a criança com deficiência experimente aquilo que outros bebês e crianças da mesma idade estão vivenciando: brincadeiras corporais, sensoriais, músicas, estórias,cores, formas, tempo e espaço e afeto.” Trecho retirado do livro Atendimento Educacional Especializado, autoras Carolina R. Schirmer, Nádia Browning, Rita Bersch e Rosângela Machado.

domingo, 14 de junho de 2009

Deficiência mental


Achei bem pertinente colocar que a deficiência mental é percebida pela sociedade conforme o tempo histórico em que está inserida. Absurdamente, na antiguidade as crianças com deficiência mental eram atiradas ao relento onde a perfeição do indivíduo era muito valorizada. Depois passaram a serem acolhidos pela igreja. Mais tarde pensava-se que essas crianças que eram frutos da mulher com o demônio então passaram a serem queimadas, a sofrerem punições, torturas e maus-tratos. Mais tarde com o sistema econômico passaram para indivíduos inúteis e improdutivos. Somente nos séculos XVII e XVIII é que ampliaram-se as concepções a respeito da deficiência em todas as áreas. É importante conhecer as idéias que norteiam a concepção acerca da deficiência mental, em cada período histórico, para que possamos compreender melhor o lugar da criança Deficiente Mental na sociedade contemporânea. Para diagnosticar a deficiência mental, os profissionais estudam as capacidades mentais da pessoa e as suas competências adaptativas. Estes dois aspectos fazem parte da definição de atraso mental comum à maior parte dos cientistas que se dedicam ao estudo da deficiência mental. No ano passado, tinha um aluno 4/5 anos que parece muito se encaixar num processo de deficiência mental leve. É uma criança alegre, porém não compreende o que é solicitado, não possui autonomia nenhuma, somente para alimentar-se e, mesmo assim, tínhamos sempre que lembrá-lo como portar-se à mesa. Sua motricidade fina também estava pouco desenvolvida. Por fim, penso que agora ele está na educação infantil ainda, mas no ano seguinte passará para ensino fundamental e como ele irá conseguir acompanhar o processo da alfabetização já que as habilidades que auxiliamos a desenvolver para que tenha facilidade neste processo ainda não estão presentes.http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-37722001000200005&script=sci_arttext

domingo, 31 de maio de 2009

Fórum em Sapiranga

Tive a oportunidade de participar nesta semana em Sapiranga da 74° Plenária do Fórum Estadual de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades, realizado pela FADERS. O Fórum estava muito rico em políticas públicas, leis e vigências que amparam as pessoas com deficiência e pessoas com altas habilidades. Conforme o promotor mesmo relatou, só falta mesmo é a divulgação e cumprimento destas. Durante as palestras, muitas vezes ouvimos a palavra órtese, mas não compreendíamos seu significado. A colega Michelle B. pesquisou e passou-nos que órtese refere-se unicamente aos aparelhos ou dispositivos ortopédicos de uso provisório, destinados a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a função das partes móveis do corpo. Exemplo: O aparelho dentário ortodôntico é uma órtese pois corrige a deformidade da arcada dentária (orto=reto,correto), já a dentadura ou um implante dentário é uma prótese pois substitui o orgão ou sua funçâo (substitui os dentes). Quero destacar a palestra da última manhã que mais me chamou atenção, a do palestrante que anunciou a existência de vários projetos que acontecem em nosso entorno sobre o meio ambiente com a inclusão. Para a surpresa do próprio palestrante, uma pequena minoria tinha o conhecimento dos projetos citados. Percebe-se ali o pouco conhecimento sobre projetos ambientais apesar da grande necessidade da integração da sociedade com o meio ambiente. Pela sua explanação, o meio ambiente é um tema enriquecedor para incluir pessoas com alguma necessidade. Podemos levar esse recurso para a escola incluindo os portadores de necessidades especiais, porém, para isto, temos que contar com auxiliares.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Inclusão de verdade...

O texto “A inclusão e seus sentidos: entre edifícios e tendas” de Cláudio Roberto Baptista-PPGEDU/ UFRGS, é um desabafo sobre o problema da Educação Especial nas escolas. “Muitos estudos têm mostrado a presença tímida do Estado na oferta desses serviços” (FERREIRA 2000). As reflexões apresentadas por Odeh (2000) sobre a análise do movimento de inclusão escolar, no qual ela chama de " integração não-planejada", nos mostra que esses alunos de inclusão devem estar nas escolas de ensino comum, engrossando as fileiras daqueles que não aprendem, repetem de ano e acabam abandonando a escola. Na verdade é o que acontece nas escolas. Queremos a inclusão de alunos com NEEs, numa turma com outros alunos “ditos normais” e que isso aconteça de forma coerente. E mais ainda, que possam ter no turno oposto um atendimento especializado, mas não é isso que vem acontecendo, pois ODeh (2000) aponta que o atendimento especializado no Brasil atinge aproximadamente 1 % da população que necessitaria de “educação especial”. Sendo assim, a realidade é pouco inclusiva e muito econômica.