Este método tem por objetivo analisar o modo de pensar das crianças.. "É um procedimento para investigar como as crianças pensam, percebem, agem e sentem, que procura descobrir o que não é evidente no que os sujeitos fazem ou dizem, o que está por trás da aparência de sua conduta, seja em ações ou palavras" (Delval, 2002, p. 67). Meu grupo realizou o método da conservação de massa que consiste em apresentar duas massas de tamanhos iguais, ao longo da atividade ir mudando a forma, mas sem mudar o peso. Ir questionando a criança onde tem mais massa. Nem sempre o que se espera é o óbvio. Uma criança de nove anos, por exemplo, teria que ter esta capacidade. Mas para nossa surpresa, alguns alunos, como podemos conversar na aula presencial, com nove anos ainda não haviam adquirido a capacidade de conservar o conhecimento posterior, confundindo-se muitas vezes nas respostas. Achei então o método, bem interessante e assim, podemos ver como está o desenvolvimento do pensamento do meu aluno, como às vezes, é tão difícil para ele entender e assimilar certos conhecimentos. O mais importante de tudo é que ficou claro, através das palavras da professora, que quando estivermos nesta situação, temos que baixar o nível das nossas perguntas aos alunos que ainda não estão nesta etapa para que ele consiga acompanhar os demais em sala de aula.
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Reflexão do Método Clínico
Este método tem por objetivo analisar o modo de pensar das crianças.. "É um procedimento para investigar como as crianças pensam, percebem, agem e sentem, que procura descobrir o que não é evidente no que os sujeitos fazem ou dizem, o que está por trás da aparência de sua conduta, seja em ações ou palavras" (Delval, 2002, p. 67). Meu grupo realizou o método da conservação de massa que consiste em apresentar duas massas de tamanhos iguais, ao longo da atividade ir mudando a forma, mas sem mudar o peso. Ir questionando a criança onde tem mais massa. Nem sempre o que se espera é o óbvio. Uma criança de nove anos, por exemplo, teria que ter esta capacidade. Mas para nossa surpresa, alguns alunos, como podemos conversar na aula presencial, com nove anos ainda não haviam adquirido a capacidade de conservar o conhecimento posterior, confundindo-se muitas vezes nas respostas. Achei então o método, bem interessante e assim, podemos ver como está o desenvolvimento do pensamento do meu aluno, como às vezes, é tão difícil para ele entender e assimilar certos conhecimentos. O mais importante de tudo é que ficou claro, através das palavras da professora, que quando estivermos nesta situação, temos que baixar o nível das nossas perguntas aos alunos que ainda não estão nesta etapa para que ele consiga acompanhar os demais em sala de aula.domingo, 21 de junho de 2009
Sala de aula construtivista
A realização do trabalho sobre sala de aula construtivista levou-me a reflexões onde pude compreender um pouco de minha trajetória educacional, da minha prática pedagógica, reforçando o “desacomodamento” e desmontando a prática conservadora exercida em alguns momentos. Daqui para frente, a mudança deverá ser interna, para modificar e melhorar cada vez mais as aulas dadas com responsabilidade e criatividade. Quando passamos a dar enfoque para o que o aluno sabe, este passa a ser um ser participante ativo da sala de aula, pois ele adquire confiança em si e em seus saberes. Passa de aprendiz à praticante e de praticante a conhecedor, e a partir desses conhecimentos desenvolve outros e assim sucessivamente e infinitamente, segundo Fernando Becker: "Construtivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela interação do indivíduo com o meio físico e social, com o simbolismo humano, com o mundo das relações sociais; e se constitui por força de sua ação e não por qualquer dotação prévia, na bagagem hereditária ou no meio, de tal modo que podemos afirmar que antes da ação não há psiquismo nem consciência e, muito menos, pensamento."
O processo de uma sala de aula construtivista, primeiramente, deve começar no professor buscando mais subsídios teóricos e práticos, trocando experiências com colegas da área, cursos de capacitação e formação pedagógica, além, é claro, da vontade e da superação.
domingo, 7 de junho de 2009
Desenvolvimento Moral

Foi com muita satisfação que realizei o trabalho de Psicologia II sobre desenvolvimento Moral das crianças. O texto “As relações interpessoais e o desenvolvimento da moralidade: reflexões sobre as práticas escolares” escrito por Liseane Silveira Camargo fez um apanhado muito rico sobre o tema proposto com referencial teórico.
De acordo com o desenvolvimento moral proposto por Piaget (1994) existem três etapas no que se refere à consciência sobre as regras, são elas: anomia, heteronomia e autonomia. Por ser a anomia uma etapa que caracteriza a ausência de compreensão sobre as regras sociais, tendo presente, apenas, a regularidade e não a obrigatoriedade, torna-se necessário destacar as outras duas etapas que, por sua vez, nomeiam dois tipos de moral: a moral heterônoma e a moral autônoma.
A heteronomia precisa ser bem trabalhada, ou seja, o adulto precisa saber introduzir as regras à criança, argumentando-as através de sua utilidade, pois, como serão referências iniciais para o agir moral, precisam estar amparadas principalmente pela argumentação. O uso das sanções, embora muitas vezes seja necessário para fazer com que a criança cumpra uma regra considerada importante, precisa estar acompanhado de muita argumentação e sentimento de cuidado e não por um simples “capricho” da autoridade. O uso exagerado da coação pode provocar um comportamento submisso ou revoltado, deixando de possibilitar o desenvolvimento da autonomia moral.
[...] a consciência moral não é inata, embora se reconheça que as disposições ou
tendências afetivas e ativas tenham raízes instintivas. A criança não nasce boa, nem má; tanto do ponto de vista intelectual como do ponto de vista moral, essas forças (se assim podemos denominar) são desenvolvidas num universo de contingências (FÁVERO, 2005, p. 14).
Com este rico material sobre o desenvolvimento moral das nossas crianças pude aumentar um pouco meu conhecimento e espero agora compreender melhor as atitudes um pouco mais violentas dos alunos. Sendo assim, devemos considerar que a moralidade não é inata, que é o ambiente e as várias situações que constroem a consciência moral, que devemos cuidar tanto com as sanções quanto com as coações com os alunos, que as sanções devem vir sempre acompanhadas de argumentos importantes e, que há formas de se obter o respeito do aluno na forma de coação ou da reciprocidade que é a mais indicada. Enfim, o desenvolvimento moral é algo complexo de promover, já que envolve cognição e afetividade. Os grupos com os quais a criança tem contato interferem de forma significante em seus valores morais. Desde o nascimento, através da família, a criança conhece alguns parâmetros sociais e, mais tarde, a escola e novos grupos darão seguimento a este processo. O importante é conhecer a forma como os parâmetros são apresentados e exigidos da criança e o quanto é oportunizado argumentar sobre eles, aparecendo aí a importância do respeito com reciprocidade.
De acordo com o desenvolvimento moral proposto por Piaget (1994) existem três etapas no que se refere à consciência sobre as regras, são elas: anomia, heteronomia e autonomia. Por ser a anomia uma etapa que caracteriza a ausência de compreensão sobre as regras sociais, tendo presente, apenas, a regularidade e não a obrigatoriedade, torna-se necessário destacar as outras duas etapas que, por sua vez, nomeiam dois tipos de moral: a moral heterônoma e a moral autônoma.
A heteronomia precisa ser bem trabalhada, ou seja, o adulto precisa saber introduzir as regras à criança, argumentando-as através de sua utilidade, pois, como serão referências iniciais para o agir moral, precisam estar amparadas principalmente pela argumentação. O uso das sanções, embora muitas vezes seja necessário para fazer com que a criança cumpra uma regra considerada importante, precisa estar acompanhado de muita argumentação e sentimento de cuidado e não por um simples “capricho” da autoridade. O uso exagerado da coação pode provocar um comportamento submisso ou revoltado, deixando de possibilitar o desenvolvimento da autonomia moral.
[...] a consciência moral não é inata, embora se reconheça que as disposições ou
tendências afetivas e ativas tenham raízes instintivas. A criança não nasce boa, nem má; tanto do ponto de vista intelectual como do ponto de vista moral, essas forças (se assim podemos denominar) são desenvolvidas num universo de contingências (FÁVERO, 2005, p. 14).
Com este rico material sobre o desenvolvimento moral das nossas crianças pude aumentar um pouco meu conhecimento e espero agora compreender melhor as atitudes um pouco mais violentas dos alunos. Sendo assim, devemos considerar que a moralidade não é inata, que é o ambiente e as várias situações que constroem a consciência moral, que devemos cuidar tanto com as sanções quanto com as coações com os alunos, que as sanções devem vir sempre acompanhadas de argumentos importantes e, que há formas de se obter o respeito do aluno na forma de coação ou da reciprocidade que é a mais indicada. Enfim, o desenvolvimento moral é algo complexo de promover, já que envolve cognição e afetividade. Os grupos com os quais a criança tem contato interferem de forma significante em seus valores morais. Desde o nascimento, através da família, a criança conhece alguns parâmetros sociais e, mais tarde, a escola e novos grupos darão seguimento a este processo. O importante é conhecer a forma como os parâmetros são apresentados e exigidos da criança e o quanto é oportunizado argumentar sobre eles, aparecendo aí a importância do respeito com reciprocidade.
sábado, 25 de abril de 2009
Estádios Desenvolvimento Piaget

Piaget chegou a todas estas conclusões com base em observações repetidas de crianças em contexto natural, todo este trabalho deu origem a uma nova significativa teoria sobre o progresso de desenvolvimento cognitivo através de estádios, estádios esses que se definem em função do sistema de pensamento. Entretanto, ainda “apesar de a criança geralmente pensar de acordo com o estádio apropriado à sua idade, por vezes é capaz de um pensamento próprio do estádio seguinte e os professores devem encorajar esse desenvolvimento, isto porque é a criança que está a evoluir por si sem pressões do exterior.” (http://filosofianaesen.no.sapo.pt/Joana%20Vieira.pdf)
Cada estádio é definido por diferentes formas do pensamento. A criança deve atravessar cada estádio segundo uma sequência regular, ou seja, os estádios de desenvolvimento cognitivo são sequenciais. Se a criança não for estimulada / motivada na devida altura não conseguirá superar o atraso do seu desenvolvimento. Assim, torna-se necessário que em cada estádio a criança experiencie e tenha tempo suficiente para interiorizar a experiência antes de prosseguir para o estádio seguinte.
Normalmente, a criança não apresenta características de um único estádio, com exceção do sensório - motor, podendo refletir certas tendências e formas do estádio anterior e / ou posterior. Ex. : uma criança que se encontre no estádio das operações concretas pode ter pensamentos e comportamentos característicos do pré-operatório e / ou algumas atitudes do estádio das operações formais.
Quando me propus a ler o material e pesquisar sobre o tema proposto é que percebi a dimensão da atividade: teria a oportunidade de analisar meus alunos dentro dos estádios de desenvolvimento conforme Piaget. Pensei neles com muito carinho e a cada etapa que conseguia relacionar encheu-me , de certa forma, de orgulho por estar participando com eles de tantas descobertas.
Cada estádio é definido por diferentes formas do pensamento. A criança deve atravessar cada estádio segundo uma sequência regular, ou seja, os estádios de desenvolvimento cognitivo são sequenciais. Se a criança não for estimulada / motivada na devida altura não conseguirá superar o atraso do seu desenvolvimento. Assim, torna-se necessário que em cada estádio a criança experiencie e tenha tempo suficiente para interiorizar a experiência antes de prosseguir para o estádio seguinte.
Normalmente, a criança não apresenta características de um único estádio, com exceção do sensório - motor, podendo refletir certas tendências e formas do estádio anterior e / ou posterior. Ex. : uma criança que se encontre no estádio das operações concretas pode ter pensamentos e comportamentos característicos do pré-operatório e / ou algumas atitudes do estádio das operações formais.
Quando me propus a ler o material e pesquisar sobre o tema proposto é que percebi a dimensão da atividade: teria a oportunidade de analisar meus alunos dentro dos estádios de desenvolvimento conforme Piaget. Pensei neles com muito carinho e a cada etapa que conseguia relacionar encheu-me , de certa forma, de orgulho por estar participando com eles de tantas descobertas.
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