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domingo, 20 de junho de 2010

Família após estágio...

No estágio solicitei muito a colaboração da família para a concretização das atividades e, na primeira semana depois do final do estágio, os pais já começaram a cobrar a falta de tarefas para o final de semana. Pensei em dar um “descanso” aos pais, mas depois da cobrança percebi que os pais gostaram das tarefas. Alguns relataram que foi uma forma de proximidade entre eles e os irmãos mais velhos, já que todos eram envolvidos nas propostas. Teremos nossa festa de São João no início de julho e as mães já estão cobrando a participação das crianças em forma de apresentação na festa. À princípio, não havia pensado na participação, entretanto, com o apelo das mães, inclusive em auxiliar nos ensaios, vou rever meus planos.
A partir disto fico pensando na importância da família na educação das crianças. Que bom que eles se dispõem a contribuir. Os filhos só tem a ganhar com estas atitudes. Posso concluir que a sementinha da participação da família nas atividades que plantei no estágio, está começando a brotar.

sábado, 12 de junho de 2010

Visita...

Esta segunda visita, da professora Gládis e tutota Sibbica, aconteceu de forma bem tranqüila. Assim que entraram, elas já se interaram com as crianças. Brincaram e conversaram com elas. Comentamos, a visita e eu, sobre a boa ventilação da sala, falamos sobre possibilidades de trabalho com a ampulheta que a professora construiu, que teríamos computadores em breve para os alunos e sobre a exposição da Mostra do Saber. Logo começamos a organizar a sala para descer. Mas, como as crianças se aproveitam um pouco quando tem visita, houve necessidade de vários pedidos de ajuda. Descemos todos juntos para esperar os demais e a visita aproveitou para olhar o material dos alunos que iriam para a exposição da Mostra do Saber na sala dos professores. Também questionamos sobre a forma que a turma tem a Educação Física, dividida em dois grupos. Acredito que a visita fluiu muito bem. Estávamos todos muito à vontade. Quando nos encontramos com os demais, a visita despediu-se de nós e dirigiram-se à secretaria para conversar com a coordenadora. As crianças gostaram muito da visita e até as que estavam na Educação Física, perguntaram sobre elas.
É muito importante uma boa relação entre estagiário e supervisor para que haja confiança no trabalho e sugestões dadas. Acredito que isto ocorreu entre ambas as partes, concretizando um bom resultado. Um dia após a visita, já tivemos a presencial que deixou claro os passos seguintes, a construção do relatório. Vai ser mais uma etapa importante deste processo. A princípio, a elaboração do relatório pareceu complicada. Porém, depois das falas da professora ficamos mais tranqüilas e penso que tudo acabará bem.

domingo, 6 de junho de 2010

O que aprendemos com tudo isto?

Estamos na reta final do estágio! Passou muito depressa! Já estou até começando a sentir saudades... Foi tão bom ter sempre pessoas por trás da gente sugerindo material, dando apoio nos momentos indecisos, elogiando ou mesmo criticando quando havia necessidade... Acredito que depois deste período vá ficar uma saudade enorme deste apoio. Mas, acredito mais ainda que esse apoio estava sendo dado para que possamos depois caminhar com as próprias pernas no nosso desafio diário de sala de aula. Ainda se pergunta “qual a aprendizagem que tu tirou disto”?
Esta frase ficará marcada no meu cotidiano. Se conseguirmos refletir e tirar aprendizagens dos mais variados momentos, daí poderemos dizer que aprendemos...
Penso que acima de tudo, o que aprendi é que temos que ter um olhar mais amplo ou ainda diversificado do que propomos aos alunos. Não posso deixar de falar do quesito organização neste período todo. Eu pensava que fosse uma pessoa organizada antes destas nove semanas de estágio. Entretanto, hoje sei que se houver continuidade deste trabalho, minhas aulas serão mais tranqüilas e eu terei mais tempo disponível. A organização é muito importante para nossa vida. Acho que o período foi assim tranqüilo porque houve organização da parte da equipe da professora supervisora, bem como das tutoras e, nós, consequentemente entramos no ritmo. E como foi bom. Então, a organização é uma aprendizagem importante, pois a partir dela haverá mais dedicação aos alunos .

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Semana cheia...

Esta sétima semana de estágio está bem agitada. Em muitos momentos quase perdi minha calma com os alunos. Depois do episódio com o aluno Samuel onde ele me enfrentou várias vezes nesta semana, fiquei refletindo se estou preparada para “enfrentá-lo”. Sei que não posso deixar que ele ache que está conseguindo “mandar” na situação e, ao mesmo tempo, sei que ele faz isso para chamar a atenção para ele. Ele quer ser visto. Ele precisa de ajuda. Ele precisa de amor. Não sei se foi por coincidência, mas o fato é que depois que ele trouxe algumas bergamotas para dividir com os amigos e eu, erroneamente, disse a ele que não daria para repartir porque não dava uma para cada amigo, começou a mostrar-se agressivo e, desta forma, não aceitava mais as palavras da professora. Este aluno tem um histórico de agressividade vindo da outra escola onde eu mesma, várias vezes, presenciei suas manifestações. Porém pensei que havia passado, porque até o momento ele estava vindo à escola sem problemas maiores. Depois disto, agora acredito que deva chamar a mãe e conversarmos porque, anteriormente, o menino tomava medicamentos para se acalmar e a própria mãe disse-me que ela havia parado com a medicação. Desta forma, alguma coisa precisa ser feita porque está começando a atrapalhar as aulas, visto que a turma em si já é agitada. Segundo a pedagoga Karen Kaufmann Sacchetto, é muito importante detectar e combater o comportamento agressivo ainda na primeira infância, pois quando criança não encontra obstáculos ou alguém que a alerte mostrando que não é um comportamento adequado, ela percebe que consegue liderar e tirar proveito destas situações e no futuro certamente tornar-se-á um agente do bullying e muito provavelmente um adulto violento. (http://guiadobebe.uol.com.br/bb4a5/a_agressividade_infantil__bullying.htm

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Semana da visita (contin.)

Na semana da visita, estava com grandes expectativas. Parecia uma estagiária de Magistério prestes a receber a visita da supervisora. Só que são outros tempos... Quando passei por esta experiência me senti menos preparada e muito mais nervosa do que atualmente. Percebo que o curso em si e as pessoas envolvidas nos transmitem muita mais segurança, apesar do curso ser à distância. Sabemos que na vida devemos estar preparadas para vários momentos, mas nem sempre é o que acontece. Como já havia postado anteriormente, senti falta da conversação que iria ter entre supervisoras e a interlocutora dando, desta maneira, um retorno do nosso trabalho, já que é ela que nos acompanha durante toda nossa prática escolar. Infelizmente isto não ocorreu e eu, muito ansiosa, me frustrei um pouquinho. Porém este é mais um aprendizado da vida escolar e da vida em si também. Controlar a ansiedade é um aspecto da minha pessoa que preciso melhorar para evitar tropeços ou ainda mesmo frustrações. Mas como sou nova (rsrsrsrsrs) ainda tenho tempo para isso.

domingo, 16 de maio de 2010

Semana de visita...

Estávamos bem ansiosos pela visita da supervisora Gládis na quarta-feira. Iniciamos a tarde e fomos fazendo as atividades propostas e nada da visita chegar. Porém, no finalzinho da tarde, quando alguns alunos já haviam ido para casa ouve-se uma leve batida à porta. Pensamos que fosse mais um pai para buscar um colega, mas era a nossa visita. Quer dizer, nossas visitas, pois veio também a Sibbica. Penso que a visita estava agradável porque neste momento tive que atendê-las, atender os pais e, também as crianças. Foi tudo muito rápido e até este momento não recebi nenhum retorno. Além da visita, esta semana me surpreendi também com a atenção que os alunos tiveram com a história “Os 3 porquinhos”, pois não utilizei recursos, somente o uso de som quando o lobo bateu à porta dos porquinhos. Realmente, uma história bem contada, com entonação na voz faz mais efeito do que se tivéssemos recursos de imagens. A imaginação das crianças é grande e deve ser estimulada. Usei mais um artifício para incentivar a imaginação quando usamos um chapéu feito de jornal para construir as diferentes casinhas dos porquinhos, afinal de contas eles neste momento eram os construtores e deveriam estar protegidos.

domingo, 9 de maio de 2010

Educador...doação

Nesta semana minhas tarefas multiplicaram-se de uma maneira que tive que me organizar para não perder o fio da meada. Estive diretamente ligada aos preparativos da Homenagem às Mães na escola. Necessitei vir dois dias no turno oposto para conseguir construir a decoração. Na Educação Infantil não temos horas de planejamento para usar para estes fins. Parei para refletir sobre a doação que o professor sempre dispõe para a escola e alunos, pois a tarefa não termina quando os alunos vão embora. Outro fato que me chateou esta semana foi meu esquecimento no comparecimento de uma entrevista com a mãe do aluno Lucas. Talvez tenha sido a semana repleta de atividades. Não sei... O fato é que consegui levar uma bronca da diretora sobre o ocorrido. Tem dias ou momentos que somos mais tolerantes às críticas, mas neste dia eu não consegui aceitá-la. Fiquei chateada porque sempre me policio muito pela responsabilidade e por outro lado não gostei da maneira como a diretora falou comigo, como eu fosse uma pessoa irresponsável onde ela falou “se não consegues cumprir, não marque. Fica feio pra ti e feio pra escola este tipo de atitude.” Os professores também são seres humanos e podem cometer erros. E, na verdade, um pequeno erro se sobressai perante todos os acertos que fazemos, assim é o ser humano. Ainda pensei comigo mesma quando me dei conta dos dois dias que vim por livre espontânea vontade fazer a decoração pra escola nesta mesma semana... Mas, assim é o ser humano... cruel!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Parar e respirar...

Esta semana mereceu uma série de reflexões a respeito da minha turma e minha prática docente. Na reunião pedagógica desta semana, a diretora colocou que gostaria que não nos detêssemos demais aos planejamentos/currículos, já que ela mesma está percebendo alunos indisciplinados, sem respeito, com falta de saber cuidar de si mesmo. Neste momento ela referiu-se à saída das crianças quando ela presenciou um quase atropelamento de duas alunas que não esperaram a pessoa que as buscou e saíram em disparada na rua. Então, comecei a pensar em todos os momentos que ela colocou quando disse que de nada adianta nosso aluno saber pintar dentro de um contorno ou ainda saber recortar se ela não tem o principal que deveria vir de casa, a educação. Se a família está desviando sua responsabilidade, cabe a nós educadores que, ficamos muito mais tempo com as crianças do que os próprios pais ficam, de fazer este papel. A conseqüência disto será a satisfação e alegria de trabalhar num ambiente muito mais harmonioso. Ela estava descrevendo a minha turma, não que ela tenha se referido a ela, mas quanto mais ela falava, mais identificava as situações com meus alunos. Não dormi tranquila naquela noite. Aquela situação ficou na minha cabeça por muito tempo. Desta forma, depois de pensar muito, resolvi seguir meus planos na medida do possível que for conseguindo e darei muito mais atenção às boas maneiras, ao coleguismo, ao comportamento e, principalmente que as crianças percebam que existe um Deus que devemos agradecer às coisas que temos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ainda vale a pena...

Hoje, verificando as agendas, deparei-me com um verdadeiro desabafo escrito pela mãe da aluna Amanda na agenda. Ela inicia que estão com algumas dificuldades pois resolveram procurar alternativas no tratamento da Amanda e, assim, não esperar mais pelo SUS. Alguém teria dito a ela que Amanda precisaria de uma escola particular, acredito que referia-se a escola especial pela sua deficiência auditiva, mas que ainda acreditavam que ela iria desenvolver-se aqui na escola. Relatou que a professora estava influenciando ela de forma muito significativa e que em casa ela chama todos de “Pofi”. Como ela mora quase ao lado da escola, ela me enxerga chegando na escola e me chama para dar “oi” e, da mesma forma quando vou embora. Então a mãe agradece a atenção que tenho tido com a Amanda e que está tentando não demonstrar para a Amanda a sua tristeza. Eu, como professora, fiquei emocionada em saber o quanto representamos para uma criança e, muitas vezes, nos passa despercebido. É nesses momentos que ainda podemos acreditar na educação.

sábado, 24 de abril de 2010

Imprevistos...

Neste período de aplicação dos planos, a palavra–chave que merece reflexão resume-se em imprevisto. Muitas vezes, quando planejamos, esquecemos de pensar em pequenos imprevistos que podem surgir e atrapalhar nossa aula. Tenho que me policiar com os vocábulos novos apresentados à turma, pois nem sempre nos damos conta que eles podem não ter conhecimento do significado. E, é bom que estes imprevistos aconteçam, pois desta maneira estaremos cada vez mais aptas a contorná-los. A visita à Feira do Livro levou-me a uma nova reflexão. Apesar de terem à venda livros direcionados à Educação Infantil, poucos espaços davam ênfase a ela. A contação de história que vimos foi muito bem contada, porém para um público com um pouco mais de idade que os pequenos da Educação Infantil. As professoras que foram nesta semana na roda de conversa com o escritor Pedro Bandeira relataram que este também enfatizou seu bate-papo no contexto de Ensino Fundamental. Acredito que a organização deste evento deva pensar em reservar um dia para atividades somente para Educação Infantil, pois até mesmo o trânsito das crianças seria beneficiado, pois em muitas oportunidades ficou difícil de transitar com os pequenos em razão do atropelo que os maiores fazem.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Encontro com orientadora...



Depois do encontro da aula presencial, parece que tudo ficou um pouco mais claro. Num primeiro momento discutiu-se o ambiente da sala de aula. O que podemos melhorar na sala para facilitar a aprendizagem dos alunos? Ou seja, fazer um mapeamento da sala. Muitas realidades foram apontadas, algumas muito precárias, onde as colegas terão que se esforçar para melhorá-lo. Penso que cada um saiu desafiado a fazer alguma mudança. Eu, por exemplo, estou me organizando para fazer uma sapateira para organizar os livros da biblioteca, assim eles ficarão mais acessíveis. No PCN da Educação Infantil consta que “A estruturação do espaço, a forma como os materiais estão organizados, a qualidade e adequação dos mesmos são elementos essenciais de um projeto educativo. Espaço físico, materiais, brinquedos, instrumentos sonoros e mobiliários não devem ser vistos como elementos passivos, mas como componentes ativos do processo educacional que refletem a concepção de educação assumida pela instituição.” Foram elementos simples que a coordenadora nos colocou, mas que no nosso corre corre do dia-a-dia não nos damos conta.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

No caminho certo...

Penso que estamos no caminho certo com a introdução da arquitetura pedagógica com minha turma de JNA. Através das conversações e questionamentos sobre figuras apresentadas, já temos elencados alguns assuntos que foram da maioria dos alunos. Nesta parte ficamos divididos em “existe rei?” e “as diversidade das moradias”. Então, para contemplar a todos acredito que podemos trabalhar os dois assuntos. Conversando hoje com minha coordenadora, a qual está muito curiosa sobre nosso trabalho no estágio, gostou muito da idéia e até deu algumas sugestões de histórias sobre casa como “A casa sonolenta”, “João e Maria” com a casa de doce, Dia dos Índios com sua moradia, véspera do Dia das Mães para trabalhar a casa da família e, também incluir o rei na sua moradia, quais países tem a monarquia como forma de governo, histórias com reis e muitas outras coisas que irão surgindo.
Ao mesmo tempo em que estou empolgada com a escolha do projeto, estou me dando conta de algo muito importante dentro das inovações das tecnologias. A escola ainda não tem Televisão e DVD que seria o mínimo de tecnologia que poderia apresentar a eles. Quanta ironia... Eu pensando em laboratório de informática e nem tenho televisão na escola. Mas, retornando à coordenadora, coloquei este fato pra ela e logo ela se dispôs a enviar outro ofício à prefeitura solicitando estes recursos. Tomara que sejamos atendidos logo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Talvez um PA?

Hoje iniciei com a introdução do meu esboço de PA para minha turma de Jardim A, onde ofereço uma figura e comentamos o que tem nela. Retirei da caixa, sem olhar, uma figura de uma praia com coqueiros. Fixei-a na parede e todos puderam falar sobre ela. Um aluno falou que via os tubarões, baleias e golfinhos. Os tubarões botavam os ovos para nascer os filhotinhos... Neste ponto interrompi e perguntei como é que nasciam os tubarões e ele me falou com muita convicção que era com ovos. Aí começaram a falar do jacaré que nascia com ovos... Anotei esta sugestão vamos ver o que mais surge no decorrer desta semana. Já anotei também uma curiosidade de outro menino "se existia rei". Vou continuar com as figuras porque acho que vão aparecer coisas interessantes.

terça-feira, 30 de março de 2010

Sacola da leitura

Estou muito contente com a realização da primeira reunião com os pais. Nela, pedi, claramente, o auxílio dos pais no sentido de orientar os filhos quanto ao comportamento e disciplina em casa e, principalmente na escola, o que está me angustiando muito. A turma não consegue fazer fila sem se empurrar, mesmo tendo uma música onde cantamos “nossa fila é um trenzinho, cada qual no seu lugar, fico aqui bem direitinho, não preciso empurrar”. Da mesma forma, possui dificuldade em sentar-se quando há necessidade de esperar, por exemplo, para usar o refeitório quando este ainda está ocupado pela turma que faz lanche no horário anterior ao nosso. Por outro lado, comecei a colocar em prática minha campanha de doações de brinquedos, bolsas, roupas para fantasia e livrinhos para nossa sala. Pelo entusiasmo dos pais presentes, acredito que terei um bom retorno, pois um deles pedi para olhar os livrinhos que tinha na sala para não trazer muito repetido. Enfatizei bem a importância dos livrinhos porque pretendo fazer a sacola de leitura onde cada aluno leva no final de semana para casa e retorna na segunda com a contação de alguma história que os pais tenham contado a ele. Para isto acontecer, preciso de mais livros porque pretendo fazer três sacolas de leitura, pois a turma é numerosa e demoraria muito para todos receberem a sacola da leitura e, isto poderia levar a desestimular esta prática. Segundo Pires (2000): "A literatura infantil torna-se, deste modo, imprescindível. Os professores dos primeiros anos da escola fundamental devem trabalhar diariamente com a literatura, pois esta se constitui em material indispensável, que aflora a criatividade infantil e desperta as veias artísticas da criança. Nessa faixa etária, os livros de literatura devem ser oferecidos às crianças, através de uma espécie de caleidoscópio de sentimentos e emoções que favoreçam a proliferação do gosto pela literatura, enquanto forma de lazer e diversão" Retirado do site:
http://www.webartigos.com/articles/11588/1/A-Importancia-da-Literatura-na-Educacao-Infantil/pagina1.html.

Aprendendo...

Minha turma de estágio está sendo atendida pelo Projeto de Educação Física da escola, quando as aulas são ministradas pela professora desta disciplina. Pela turma ser numerosa contando com 25 alunos e, principalmente, por ser muito agitada e pouco disciplinada, a professora está atendendo em dois grupos. Desta maneira, nos horários desta aula, que são 50 minutos, permaneço com a metade em sala. Refletindo, fiquei apreensiva em o que proporcionar a estes alunos, pois com as demais turmas isto não ocorre e a professora titular tem tempo para organizar atividades. Percebi que eles não sabem fazer uso da maioria dos jogos que a escola tem a disposição. Quando são disponibilizados, estes jogos ficavam atirados pela sala, colocados nas bolsas que brincavam, competiam quem ficava com mais peças, ou, ainda, simplesmente empilhavam as peças. Então, nestes últimos dias, estou introduzindo estes joguinhos com regras como dominó, jogo da velha ou seqüência. Percebo que ao utilizar um jogo com os alunos não devemos realizá-lo uma vez apenas, mas jogar algumas vezes, uma vez por semana, pelo menos durante um mês. Esse procedimento permite que os alunos se apropriem do jogo, de suas regras e dos conhecimentos matemáticos nele envolvidos. Segundo Vygotsky, as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade. E Piaget diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança, sendo, por isso, indispensável à prática educativa.
Piaget, J. A psicologia da criança. Ed Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998.
VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo. Martins Fontes, 1989